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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Só um trechinho

Depois de fazer um show memorável no Festival de Inverno de Garanhuns, a Academia da Berlinda toca nesta quarta-feira (28), no UK Pub. Em processo de finalização do segundo disco, que se chamará Cumbia de Olinda e com previsão de lançamento para o segundo semestre, eles vão apresentar além das canções clássicas como Ivete, Envernizado, Brega Francês, novos sucessos que já estão na boca de todos. O ingresso custa R$15 (preço único)


Nesta sexta-feira (30), Ortinho se apresenta às 20h no Pátio de São Pedro com seu show acústico. Ele acabou de voltar de São Paulo, onde gravou no estúdio Totem, seu novo disco Herói Trancado. Arnaldo Antunes, Edgar Scandurra, Vicente, Chiquinho, Vitor Araújo, Dengue, Yuri Queiroga e mais uma quantidade boa de jóia rara participaram das gravações e preparem-se que vem coisa boa por aí! Como o próprio fala: “Rendflauu!!”



Em entrevista a revista Trip de Maio, Marcelo Camelo soltou que o Los Hermanos se juntava no segundo semestre para fazer dois shows no Nordeste. O singelo depoimento surgiu um efeito enorme e muito disse me disse ficou no ar. Agora, já está confirmado: Em Outubro, Los Hermanos volta a tocar em Recife para a felicidade geral da nação!



O Festival de Inverno de Garanhuns desse ano foi voltado muito mais para a grande quantidade de público, com atrações mais pop (se assim posso classificar) e nacionalmente conhecidas. Na quarta-feira (21), Pitty levou uma multidão de teenagers a Praça Guadalajara. Com toda razão, pois ela é uma artista que preenche todo o espaço do palco, tem atitude e uma garra maravilhosa. Do começo ao fim, o repertório é repleto de hits e a banda dela se garante muito. Na quinta-feira (22), a Sandália de Prata (SP) fez seu primeiro show por Pernambuco. Eu já conhecia a banda por ela fazer shows com a Elza Soares, mas nunca tinha ouvido as suas músicas autorais. Mostrando que em São Paulo também se faz samba, a banda fez um show muito bacana mas não o suficiente para ganhar todos os meus elogios. Quem sabe no segundo show, né?

Considerada (tarde demais) como a Nação Zumbi do momento – digo em questão do real conhecimento, do fanatismo, grande público e tudo mais de bom, a Eddie tá que tá aqui em Pernambuco e no eixo Rio-São Paulo! Pra quem sempre acompanha a banda como eu, às vezes se promete de nunca mais ir ao show por saber de cor e salteado todo o setlist e movimentos dos meninos no palco. Mas sempre mordo minha língua e lá estou, na frente do palco, mesmo que seja over (com muito gosto, diga-se de passagem). Na sexta-feira (23), também no FIG, eles fizeram um show magnífico. A Praça Guadalajara estava lotada e todos cantavam e dançavam as músicas com uma animação enorme, provando mais uma vez, que por onde a Eddie passa, independente da época do ano, é sempre um carnaval! Dos sucessos do Sonic Mambo até o Carnaval do Inferno, foram tocados por Fábio Trummer e cia. O show foi tão animado, que eles voltaram mais de 2 vezes pra fazer o grand finale.

SHOW DE LANÇAMENTO DO AMIGO DO TEMPO – Dia 27 de agosto, no Teatro da UFPE, Mombojó! Os ingressos estão à venda na loja Avesso e no próprio Teatro, nos valores de R$30 (inteira) R$15 (meia).  Uma promoção legal: Quem levar 1kg de alimento não perecível, paga meia entrada! 

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Lançamento do Amigo do Tempo em Recife

Entre os dias 7 a 25 de junho, muita coisa aconteceu para o Mombojó. Não que antes estivesse tudo parado, pelo contrário, mas esses dias foram a duração entre o lançamento do Amigo do Tempo até o primeiro show (novo) da banda.  O disco foi disponibilizado para download no site e em menos de 4 dias já tinham 11mil visualizações. Em cerca de 10 dias o mesmo já se encontrava na lista de votos dos melhores discos de 2010, pelo site Votorama, da MTV. Fora toda a repercussão na mídia que envolvia o sucesso garantindo dos meninos e seu novo projeto, que se tornou um burburinho grande em todo o país. Matematicamente falando, a somatória de tempo e espaço que os meninos calcularam teve um resultado exato.
Sexta-feira (25), dia de lançamento do show do Mombojó em Recife e jogo do Brasil na Copa do Mundo. De dia, a seleção brasileira não fez bonito em campo. Um dos craques estava fora de jogo e o placar foi 0x0 contra Portugal. Por volta de 1h30 da madrugada do dia 26, na 7ª edição do Arraial da Tomazina, no Recife Antigo, o time do Mombojó entrou em campo e fez bonito. Bem bonito! Todos os jogadores estavam a postos e os torcedores fanáticos gritavam enlouquecidamente. Na introdução de Amigo do Tempo, começou o reino da alegria de fato. Estava tudo certo e o capitão do time, Felipe S., mandou o recado: O time da gente treinou bem, respeitando o adversário. O professor deu as ordens e estamos aí!”
A expectativa era grande. A emoção, maior ainda. Todos estavam ali, juntos, público e banda, celebrando mais uma vitória. Nada mais justo do que esse lançamento ser aqui em Recife, onde tudo começou, parou, voltou e sempre aconteceu. Após a música título do novo disco, foi a vez de O Mais Vendido e o show começou a percorrer pelos três discos. A cada música interpretada, o público cantava em coro e não havia problema técnico que atrapalhasse ou qualquer coisa parecida.
A felicidade estampada no rosto dos meninos era encantadora também. Felipe, além de cantar, fazia um show de coreografias a parte. Marcelo, Vicente e Chiquinho, eram os maestros da hora. Já Samuel, demonstrava estar só de corpo presente em palco e a alma viajando no espaço, com tantas caras e bocas. Um conjunto perfeito.
O show teve vários pontos marcantes além do setlist impecável. Mas um ao certo, foi quando Felipe agradeceu a algumas pessoas que estiveram lado a lado da banda em diversas etapas nesses 6/7 anos. O primeiro foi Fábio Trummer, da banda Eddie, que disponibilizou o amplificador aos meninos para gravarem a primeira demo. O segundo foi Rogê de Renor, por veicular as músicas na rádio numa época que era mais “difícil” que a atual. E por último, ao Estúdio Das Caverna por ter sido um dos principais responsáveis pela realização do Amigo do Tempo e por formar uma equipe não só musical, como pessoal.
Os sucessos do Nadadenovo, levaram o público à uma viagem no tempo. Adelaide, Cabidela, Faaca, Discurso Burocrático + A Missa, Deixe-se Acreditar e Duas Cores, se tornaram históricas nessa noite. Em Duas Cores, música marcada pela flauta de O Rafa, teve a participação de Gabriel Izidoro, da Banda de Joseph Tourton e foi super especial. Pela primeira vez após a morte do Pirulito (se eu estiver errada, me corrijam), essa música recebeu uma presença tão marcante em palco e foi ovacionada por todos. (Pela cara de Samuel na hora da música, ele teve um encontro transcendental com O Rafa, tava lindo!) Em Discurso Burocrático + A Missa , Queops Negão dividiu o palco com o Mombojó, embora o coro que tomou conta do Recife Antigo foi o suficiente para não precisar de qualquer voz a mais. O segundo disco também foi executado com Saborosa, Homem-Espuma e a já citada anteriormente, O Mais Vendido.
Mas o que importa aqui são as músicas novas do Amigo do Tempo, quem em palco ganham uma potência muito maior do que no disco. Comprovando assim, que a qualidade da banda surpreende a cada tempo. Um tom de amizade percorria sempre o show, tanto em pensamento como em corpo presente, como a platéia que vibrava por tudo. Entre a união e a saudade, música que conta com registros originais de O Rafa, foi tocada de uma forma mágica e uma paz tomou aquele local por um todo.  A grande maioria das músicas novas já estavam na boca de todos antes mesmo de começar os primeiros acordes. Triste demais e Casa Caiada, já vinham sendo apresentadas em vários shows há um bom tempo. Assim como Papapa, que teve a presença ilustre das joínhas Homero Basílio, Jr Black e China (com sua desenvoltura de dançarino). Passarinho Colorido, de arranjos incríveis, no show se tornou mais pressão ainda e Antimonotonia ganhou como o novo hit da banda. Sem falar, claro, da empolgação que foi no terminar da música e a interação com a platéia.
O show foi histórico. Às vezes, me sinto até mal em tentar escrever algo sobre o Mombojó pois nunca consigo ser neutra com as informações e me empolgo demais. Mas essa é a única forma de falar da banda que acompanhou uma boa parte da minha vida e de grande parte de um grupo de Recife (e de outras capitais também, é claro!).
Falando em primeira pessoa, eu fiquei em estado de transe durante boa parte do show. Palavras (por mais que aqui tenha de monte) não serão o suficiente para descrever realmente o momento daquele dia. Mas posso copiar uma frase da participação de Karina Buhr, no DVD Mombojó – Nadadenovo – Itaú Cultural (2004):
Felipe S.: “Por favor uma salva de palmas para a senhorita Karina Buhr, do Comadre Fulosinha. Uma banda muito legal...”
Karina Buhr: “Obrigada! Mombojó, que é a melhor de todas!”

Isso: Mombojó, a melhor banda dos últimos sete anos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Meus Bons Jovens

Há seis anos atrás o Brasil conheceu uma das melhores bandas que a cena musical independente de Pernambuco já teve e continua tendo, a Mombojó. O primeiro contato foi simples, através do site deles se fazia o download do Nadadenovo, com músicas de conforto para a alma e diversão para o corpo. Tudo moderno para um mundo de informação rápida. O site continua o mesmo, mas o disco é Amigo do Tempo e hoje, depois de várias mudanças, essa banda amadureceu, conquistou reconhecimento, atingiu um ponto alto de personalidade e são a prova de que em amizade, “é um por todos e todos por um”!
Antes, os meninos saiam da adolescência, ensaiavam na garagem da casa de Samuel ou ficavam de bobeira pelas ruas do Poço da Panela, em Casa Forte.  Agora, eles moram em São Paulo, produzem novas bandas (Felipe S. e Marcelo, a A Banda de Joseph Tourton; Chiquinho, Jr Black) e têm um estúdio em parceria com China e outros amigos bons, o Das Caverna, no Recife. E por falar no Recife, só voltam para fazer shows ou absorver um pouco das raízes e saudades.
O processo de transição da banda passou por muitas modificações. Desde da morte de O Rafa, em 2007, a saída de Marcelo Campello e até ao rompimento com a gravadora Trama. Entre o Homem-Espuma e o Amigo do Tempo, foram três longos anos de produção, (mais) independência e muito iê-iê-iê de turnês junto com a Del Rey. Os fãs ficaram loucos, pensando de tudo um pouco. O fato é que essa demora pode agora ser explicada em um único verso da música título do novo disco: “Almejo ser o amigo do tempo / Dar cabimento para o ócio é que eu não dou”.
O primeiro sinal de um novo disco, veio em meados de 2008, com o lançamento do DVD MTV Apresenta: Sintonizando Recife. Nele, a Mombojó dialogava com outras bandas questões que iam do mercado fonográfico ao reconhecimento das bandas independentes ou já consagradas. Além do mais, apresentaram o primeiro single que daria título ao disco futuro, Amigo do Tempo. As novidades não aconteciam só por aí. Durante os shows, a banda também testava as músicas com o público e sentia a recepção. O que não deixa a entender que tudo já estava pronto nesse tempo de pseudo-ócio.
O tempo é a junção de um passado - vivido ou não -, com um futuro presente. Para a Mombojó, esse tempo reinventou conhecimentos musicais em que o passado se encontra com o presente. Muitos acreditam que o Nadadenovo será sempre o marco da banda. Mas fazendo uma viagem há anos atrás e reconhecendo os caminhos que a vida trilhou, a mesma banda independente que disponibilizou sua música de graça na internet em 2004, de sonoridade que vai do rock passa pela bossa nova e termina em diversas programações eletrônicas, é a mesma que hoje, dia 07 de junho de 2010, lança o novo disco primeiramente na internet do que em CD (o lançamento será dia 19) e tem uma arquitetura musical inovadora e única ao mesmo tempo.
O disco não é totalmente orgânico e sim, muito mais universal do que os dois primeiros lançados. Das 11 faixas, seis compostas por Felipe S., Amigo do Tempo apresenta uma mistura pop de imagens audíveis e super dançantes, com letras simples mas de arranjos marcantes e intensos. O quinteto formado por Vicente/Samuel/Marcelo/Chiquinho/Felipe S., participa de todo o disco tocando de tudo um pouco. Quem é da bateria, passa pra guitarra; quem é do vocal toca escaleta; quem toca baixo vai pro vocal... Mas fora eles, um outro time de grandes músicos também entraram em campo, como Guizado, Pupillo - assinando também a produção do disco junto com Rodrigo Sanches, Evaldo Luna e a Mombojó -, Edson Gomes, Quéops Negão e por aí vai.
Um balanço equilibrado entre letra e música. Entre a União e a Saudade e Praia da Solidão, as canções falam de sentimento e de melancolia da forma leve que a banda sempre cantou. Em Antimonotonia e Passarinho Colorido, eletrizantes arranjos instrumentais se sobre saem, com sonoridades rica em cordas, trompetes, samples e cellos. Já em Papapa, uma trilha sonora de vídeo-game é criada: enquanto não for descongelada toda a neve daquele inverno passado, que não deixa o sol iluminar seu lar, você não ganha vida nem bônus solares de verão. Uma brincadeira que só a música de qualidade permite dar a sua imaginação.
Parceiro para todas as horas, o tempo anda lado a lado da Mombojó. E Casa Caiada afirma todo esse caminho certo de trilhas tortas: Penso no passado e já posso afirmar/ Casa Caiada não sou mais quem fui/ sinto perigo em qualquer lugar/ sinto muito mas não vou ficar”
Vida longa à Mombojó! Melhor banda, melhor show, melhores músicos e melhores entendedores de que só temos o tempo, quando damos espaço para o mesmo existir.