O primeiro álbum, homônimo à banda, lançado em 2007, rendeu ao Fino Coletivo o prêmio de “Melhor Grupo”, pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Sim, os alagoanos quase cariocas mereceram. No mês de abril, três anos depois, eles lançaram pelo selo Oi Música, o Copacabana.
Eles tem uma classe tanto coletiva quanto musical. O disco apresenta muito swing, com ritmos que vão do funk carioca ao xote nordestino e do rap ao samba extremamente pop. Isso, esse novo disco é todo pop e “peca” em absorver tantas regravações. Das 14 faixas, três são regravações de Wado (Beijou Você, A Coisa Mais Linda do Mundo e Se Vacilar o Jacaré Abraça), uma dos Novos Baianos (Swing de Campo Grande), que foi vencedora de um concurso na OI FM e outra de Totonho & Os Cabra (Nhem Nhem Nhem). O fato de existir um elo entre a banda e Wado, ao meu ver, se torna uma dependência eterna, fazendo disso, uma certa falta de identidade própria para o Fino Coletivo. A qualidade sonora da banda num todo existe, mas falta lapidar essas joínhas de um modo que eles consigam seguir um caminho sem ter um vínculo tão forte de influências musicais nem artistas já consagrados.
A música de trabalho chama-se Ai de Mim e segue no balanço “samba-amor-pop”, cheio de vozes e pronta pra grudar na mente de quem ouve. Como freqüentadora assídua dos shows do Fino Coletivo em Recife, ao ponto de fazer reverencia quando eles cantam Na Maior Alegria, acredito na potencialidade dos meninos em palco e espero mudar um pouco a impressão que tive sobre esse disco.
Por participar do selo OI FM, a divulgação de Copacabana está bem ativa.
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